Data: 20/08/2021 - Professora: Gilda Mendes - Disciplina: História - Conteúdo: Conjuração Baiana



ORIENTAÇÕES PARA A AULA DE HOJE


*VEJA OS VÍDEOS;


*LEIA OS TEXTOS;


*COPIE AS ATIVIDADES ABAIXO E RESPONDA.



TEMA DA AULA DE HOJE

                                                  CONJURAÇÃO BAIANA




Conjuração Baiana foi uma revolta de caráter separatista e popular, que ocorreu na Bahia em 1798. Seus principais objetivos eram: o fim do pacto colonial com Portugal, a implantação da República, a liberdade comercial no mercado interno e externo e a liberdade e igualdade entre as pessoas (eram favoráveis à abolição da escravidão).
A Conjuração Baiana, também chamada Inconfidência Baiana, foi um movimento de caráter separatista ocorrido no ano de 1798, na então Capitania da Bahia. Este movimento ficou conhecido também como a Revolta dos Alfaiates pois a grande maioria dos membros que participaram da revolta exerciam essa profissão.
Diferente da Inconfidência Mineira, ocorrida em 1789, o movimento baiano possuía caráter popular, sendo composto, em sua maioria, por escravos, negros livres, mulatos, brancos pobres e mestiços que exerciam as mais diferentes profissões, como alfaiates, sapateiros, pedreiros, entre outras ocupações.

Causas

Em 1763, a capital do Brasil foi transferida para o Rio de Janeiro. Com tal mudança, Salvador, antiga capital, sofreu com a diminuição dos recursos designados à cidade. Juntamente, o aumento da taxa de impostos e exigências pioraram radicalmente as condições de vida da população local.
Com isso, a população de Salvador começou a sofrer com a falta de certos mantimentos, que consequentemente elevaram os preços dos produtos e alimentos fundamentais para a sobrevivência que estavam disponíveis. A população estava cada vez mais inconformada.
Além disso, o povo também não estava satisfeito com o governo de Portugal e a ideia do Brasil se tornar independente ganhava cada dia mais força na população.
Eventos como a independência dos Estados Unidos, a independência do Haiti e a Revolução Francesa acabaram ocasionando na capitania baiana a disseminação dos ideais de liberdade e igualdade, causando euforia em uma pequena parcela de toda a população que residia em Salvador.

Objetivos da Conjuração Baiana

Os principais objetivos da Conjuração Baiana eram:
  • O fim do pacto colonial com Portugal, ou seja, tornar o Brasil um país independente;
  • Implantação de um regime republicano;
  • Liberdade comercial no mercado interno e externo;
  • Liberdade e igualdade entre as pessoas. Por isso, eram completamente a favor da abolição da escravidão e dos privilégios sociais;
  • Aumento do salários para militares.

Líderes da Conjuração Baiana




Os principais líderes da Conjuração Baiana foram:
  • Os alfaiates João de Deus do Nascimento Manuel Faustino dos Santos Lira;
  • O médico Cipriano Barata, conhecido como médico dos pobres e revolucionário de todas as revoluções;
  • Os soldados Lucas Dantas de Amorim Torres, Luiz Gonzaga das Virgens;
  • O farmacêutico João Ladislau de Figueiredo;
  • O professor Francisco Barreto.

A Revolta

As ruas de Salvador foram tomadas pelos inconfidentes que distribuíram folhetos informativos a fim de obter mais apoio popular e incitar a revolução.
Os panfletos traziam pequenos textos e palavras de ordem, com base no que as autoridades portuguesas chamavam de “abomináveis princípios franceses”.

Confira um dos trechos de alguns desses panfletos:
Animai-vos Povo baiense que está para chegar o tempo feliz da nossa Liberdade: o tempo em que todos seremos irmãos: o tempo em que todos seremos iguais.

O Fim da Conjuração Baiana


O governador da Bahia D. Fernando José de Portugal e Castro, recebeu a denúncia, feita por Carlos Baltasar da Silveira, de que os conspiradores estariam reunidos em Campo de Dique, no dia 25 de agosto.
O coronel Teotônio de Souza foi encarregado pela Coroa portuguesa de flagrá-los. Muitas pessoas conseguiram fugir, mas 49 pessoas foram presas, entre elas três mulheres, nove escravos, porém a grande maioria era composta de alfaiates, barbeiros, soldados e pequenos comerciantes.
Os envolvidos na Conjuração Baiana que eram de classes sociais mais baixas tiveram condenações mais duras. Manuel Faustino, João de Deus Nascimento, Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas foram executados e esquartejados.
As partes de seus corpos foram espalhados pela cidade de Salvador, com o intuito de demonstrar autoridade e reprimir outros possíveis movimentos de conspiração.
ATIVIDADES

1  – Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana: O ideário da Revolução Francesa, que entre outras coisas defendia o governo representativo, a liberdade de expressão, a liberdade de produção e de comércio, influenciou no Brasil a Inconfidência Mineira e a Inconfidência Baiana, porque:
a) cedia às pressões de intelectuais estrangeiros que queriam divulgar suas obras no Brasil.
b) servia aos interesses de comerciantes holandeses aqui estabelecidos que desejavam influir no governo colonial.
c) satisfazia aos brasileiros e aos portugueses, que desta forma conseguiram conciliar suas diferenças econômicas e políticas.
d) apesar de expressar as aspirações de uma minoria da sociedade francesa, aqui foi adaptado pelos positivistas aos objetivos dos militares.
e) foi adotado por proprietários, comerciantes, pro­fissionais liberais, padres, pequenos lavradores, libertos e escravos como justificativa para sua oposição ao absolutismo e ao sistema colonial.
2 – A Conjuração Baiana (1798) caracterizou-se por ser um movimento que:
a) teve participação popular, com vista à concretiza­ção de reivindicações sociais.
b) atraiu a burguesia conservadora, que não desejava a continuação do pacto colonial.
c) envolveu, predominantemente, grupos militares
influenciados pela Revolução Norte-Americana.
d) visava a impedir a crescente influência da maçona‑
ria na política de Portugal em relação ao Brasil.
e) criou condições favoráveis à concretização da
“inversão brasileira” (1808-21).
3 – A crise do sistema colonial foi influenciada pelas idéias da Independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa. Nesse contexto, houve rebeliões planejadas pelas elites proprietárias de terras e pelas camadas populares no Brasil do final do século XVIII. A historiografia tradicional e a memória oficial dão ênfase à Inconfidência Mineira, movimento abortado, de caráter elitista, que não questionava a desigualdade social no Brasil Colônia. Já a história social, corrente historiográfica que enfatiza os movimentos sociais e discute os conflitos entre os diferentes projetos dos grupos sociais na formação da sociedade brasileira, dá maior ênfase à ________, um movimento que, em 1798, foi planejado por intelectuais, padres, soldados, alfaiates, mulatos e negros que pregavam o fim da escravidão, da carestia e dos privilégios do sistema colonial, tendo entre seus líderes Agostinho Gomes e Cipriano Barata.
a) Guerra dos Mascates
b) Rebelião de Felipe dos Santos
c) Revolta dos Cabanos
d) Conjuração Baiana
e) Revolta de Beckman
4 – Os principais movimentos que refletiram a crise do sistema colonial brasileiro tiveram vários pontos em comum, mas apenas um deles discutiu a abolição da escravatura e contava com a participação das camadas mais pobres.
Esse enunciado se refere à:
a) Inconfidência Mineira.
b) Sabinada.
c) Confederação do Equador.
d) Conjuração Baiana.
e) Cabanagem.

TERMINADA A NOSSA AULA COPIEM AS ATIVIDADES E ENVIE PARA O MEU PRIVADO. ATÉ A PRÓXIMA SEMANA FIQUEM TODOS COM DEUS.

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